Ao longo dos anos em que trabalho com manutenção de eletrodomésticos pela Eluxfrio Assistência Técnica, percebi que um dos assuntos que mais despertam dúvidas nos clientes gira em torno do sensor de temperatura. Embora esse componente seja pequeno, sua responsabilidade dentro de equipamentos como geladeiras, máquinas de lavar, aquecedores e freezers é imensa. Hoje, quero compartilhar o que aprendi na prática, detalhando suas funções, os modelos mais usados, os sinais de falha e orientações sobre como fazer a melhor escolha.
O que é o sensor de temperatura e por que ele é tão relevante?
Já imaginou o que aconteceria com sua geladeira se ela não soubesse quando parar de gelar? Ou com uma máquina de lavar caso não sentisse quando a água está na temperatura certa? O papel do sensor de temperatura é informar ao sistema eletrônico do eletrodoméstico o valor exato do calor ou frio no local onde está instalado, permitindo todo o funcionamento automático que hoje damos como certo.
No meu cotidiano, vejo que a maioria dos clientes só descobre a existência deste sensor quando ocorre um problema. Muitos se surpreendem ao saber que um simples fio ou pecinha plástica pode ser decisivo para manter alimentos conservados, roupas limpas ou garantir aquele banho quente com segurança.
Sem sensor, não há controle.
O essencial é entender que cada equipamento pode utilizar um ou mais tipos de detector conforme a faixa de medição desejada, a velocidade de resposta e a robustez necessária para o ambiente.
Principais tipos de sensores utilizados em eletrodomésticos
Nos bastidores dos equipamentos que usamos diariamente, vários tipos de sensores fazem o controle térmico. Os mais comuns nas casas brasileiras são:
- Termistor (NTC e PTC)
- Termopar
- RTD (Detector de Temperatura por Resistência)
- Sensor infravermelho
- Interruptor bimetálico
Agora, quero falar um pouco mais de cada um.
Termistores: NTC e PTC
Sendo o favorito nas geladeiras modernas e em máquinas de lavar, o termistor aparece em duas variações principais: NTC (coeficiente negativo de temperatura) e PTC (coeficiente positivo). O NTC diminui sua resistência com o aumento do calor, enquanto o PTC faz o contrário.
Na prática, o NTC é mais frequente. Ele está presente, por exemplo, atrás do evaporador de geladeiras frost-free, revelando ao sistema quando é hora de interromper o compressor.

Já tirei muitos sensores deste tipo que estavam cobertos por gelo. Com isso, a leitura ficava errada e o aparelho não parava de funcionar, comprometendo o desempenho e desperdiçando energia.
O termistor é barato, responde rápido às mudanças e tem boa precisão quando instalado corretamente. Porém, pode ser sensível a umidade e envelhecimento, o que exige manutenção periódica em certos aparelhos, principalmente aqueles que trabalham em ambientes úmidos.
Destaco ainda que a pesquisa realizada pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido apontou que sensores como o LM35 podem apresentar maior precisão em algumas situações em relação aos NTCs. Isso é interessante para quem busca alto desempenho em equipamentos que demandam controle mais rigoroso, como certos freezers profissionais. Essas análises detalhadas podem ser encontradas na publicação dos estudos da UFERSA.
Termopares
Em aquecedores e fornos, é comum a presença do termopar. Este tipo opera com dois metais diferentes unidos e gera uma pequena voltagem proporcional à variação térmica.
Vi muitos aquecedores residenciais com termopares instalados na chama, desligando automaticamente o gás caso detectem ausência de calor – um mecanismo de proteção que salva vidas. Por serem robustos, podem trabalhar em faixas amplas de temperatura, mas exigem circuitos de leitura adequados, e, em equipamentos residenciais, não são tão comuns quanto os termistores.
RTDs
O RTD é comum em aparelhos que exigem medições extremamente precisas, como alguns modelos de máquinas de lavar de alto padrão ou climatizadores. Geralmente, são feitos de platina e variam a resistência de maneira linear. Costumam durar bastante tempo, mas seu preço é mais elevado quando comparado aos termistores.
Gosto de destacar também sua estabilidade com o passar dos anos. Quando o cliente prioriza precisão em processos sensíveis, falo sobre a possibilidade do uso desse tipo, pois, mesmo custando mais, o resultado pode compensar o investimento.
Sensores infravermelho
Uma tecnologia cada vez mais vista em aparelhos modernos, principalmente micro-ondas e fornos inteligentes. O sensor infravermelho mede a radiação emitida pelos objetos, sem contato físico, conferindo rapidez na resposta e evitando desgaste por contato.

A precisão pode ser influenciada por poeira ou sujeira. Por isso, sempre oriento meus clientes sobre a importância da limpeza periódica do painel e da lente nesses sensores.
Interruptores bimetálicos
Apesar de parecer antiquado, o interruptor bimetálico é o sensor de temperatura presente em muitos freezers antigos, modeladores de roupas e algumas máquinas. Ele é composto de duas lâminas metálicas que, ao receberem calor, se dobram e fecham (ou abrem) contatos elétricos.
Gosto deste modelo pela simplicidade e robustez, mesmo com precisão limitada. É muito usado para proteção contra superaquecimento, principalmente em motores de máquinas de lavar e secadoras.
Aplicações práticas em eletrodomésticos
Parece complicado, mas no dia a dia, o papel dos sensores térmicos é bem claro quando analisamos pelo uso prático. Separei exemplos reais de como o sensor atua em diferentes eletrodomésticos presentes na maioria dos lares:
- Geladeiras frost-free – O sensor do evaporador avisa o sistema quando é hora de iniciar o degelo.
- Freezers – O controle de temperatura evita que os alimentos sejam expostos a temperaturas inadequadas, preservando sabor e textura.
- Máquinas de lavar – O sensor indica ao sistema a hora de aquecer a água (em modelos com função aquecimento) e quando iniciar as próximas etapas do ciclo.
- Aquecedores de água – Em aquecedores a gás, o sensor garante que o equipamento funcione apenas se houver chama e que a água atinja a temperatura ideal para o banho.
- Micro-ondas e fornos – O sensor pode identificar quando a comida atingiu a temperatura correta, pausando o equipamento para evitar acidentes ou desperdícios.
Se quiser visualizar mais detalhes do funcionamento de sensores nesses aparelhos, recomendo conhecer o conteúdo publicado no canal de eletrodomésticos do site da Eluxfrio, onde detalho o funcionamento de cada um.
Sinais de falha: como identificar problemas no sensor de temperatura?
Poucos detalhes causam tantos transtornos quanto um detector térmico defeituoso. Falo isso pois já vi geladeiras congelar tudo, máquinas de lavar travarem no ciclo e aquecedores ficarem perigosamente quentes só por conta de leitura equivocada.
Alguns dos principais sinais de problemas:- O aparelho não desliga ou não liga mais
- Diferença entre a temperatura programada e a real
- Luz de aviso acesa ou piscando no painel
- Ruídos estranhos ao iniciar ou parar ciclos
- Refrigeração excessiva ou aquecimento fora do normal
Ao me deparar com esses sintomas, sempre faço uma análise cuidadosa dos sensores antes de decidir pelo reparo ou troca. Alguns testes podem ser feitos com multímetro, mas muitas vezes só um técnico experiente consegue isolar a verdadeira causa sem trocar peças à toa. Por isso, aproveito para destacar a importância da assistência técnica especializada nesses casos.
Como diagnosticar e quando buscar ajuda?
Existem passos simples que costumo seguir antes de qualquer substituição:
- Verificar conectores e fios desgastados ou oxidados
- Testar o componente individualmente (quando possível)
- Checar se há acúmulo de poeira, gelo ou obstruções
- Avaliar no painel se há códigos de erro (em modelos digitais)
Se depois disso persistirem dúvidas, recomendo acionar um serviço técnico confiável. Sempre opte por profissionais capacitados e que ofereçam garantia e nota fiscal, como a Eluxfrio promove em seus atendimentos. Isso faz toda diferença para não comprometer outros componentes ou piorar o problema.
Já vi muitos casos de sensores trocados sem ser o real causador da pane, apenas para poucos dias depois o equipamento voltar a apresentar defeito.
Como escolher o sensor de temperatura para cada situação?
Quando penso em qual modelo orientar para cada cliente, considero fatores como:
- Faixa de temperatura de operação
- Tipo de aplicação (contato direto, ar, líquido, radiação)
- Precisão desejada
- Resistência à umidade, poeira ou desgaste mecânico
- Compatibilidade com o equipamento
Em minha experiência, vale sempre dar preferência por sensores originais, indicados pelo fabricante do equipamento. Isso reduz riscos e aumenta a vida útil do aparelho, evitando dores de cabeça futuras.
Outra dica fundamental é olhar sempre para o histórico de manutenção prévia do produto. Alguns modelos apresentam reincidência de problemas em certos tipos de sensores. Para saber mais sobre como prevenir transtornos desse tipo, deixo minha sugestão de leitura em um conteúdo dedicado à manutenção dos eletrodomésticos.
Se surgiu dúvida na escolha, busque auxílio profissional. Afinal, o investimento em um bom componente pode ser a diferença entre um aparelho com desempenho confiável por anos e um gasto recorrente com consertos.
Dicas para identificar, substituir e manter o sensor térmico
Durante atendimentos da Eluxfrio, algumas orientações que compartilho com clientes preocupados com a longevidade de seus equipamentos têm sido bem úteis:
- Mantenha as áreas próximas ao sensor limpas e livres de acúmulos
- Evite jatos de água ou produtos químicos diretamente sobre o sensor
- Anote o código da peça e, em caso de substituição, dê preferência ao modelo indicado pelo fabricante
- Realize testes periódicos se o equipamento opera em ambientes severos
- Procure por sinais incomuns de funcionamento logo ao identificar comportamento estranho (temperaturas fora do padrão, alarmes, etc.)
Em caso de troca, aconselho guardar o comprovante de compra e exigir a garantia pelo serviço. E claro, pedir a nota fiscal é garantia de transparência, como fazemos na Eluxfrio, onde o atendimento é fundamentado em confiança.
Em vários casos, é possível encontrar informações e relatos sobre situações parecidas com a sua no blog da Eluxfrio.
Como a escolha adequada do sensor afeta o desempenho e a vida útil?
Se me perguntasse o que mais contribui para a segurança e bom funcionamento de um eletrodoméstico, eu responderia: usar peças corretas e seguir as orientações do fabricante.
Sensores instalados de forma errada ou de baixa qualidade podem causar:
- Desgaste precoce de motor e compressor
- Falhas em ciclos automáticos
- A maior risco de superaquecimento e acidentes
- Aumento no consumo de energia
- Desperdício de alimentos por refrigeração deficiente
Inclusive, alguns exemplos práticos dessas consequências aparecem discutidos em outro artigo do nosso blog, no post sobre falhas em sensores. Vale a leitura para entender em detalhes!
Conclusão
O sensor de temperatura é um verdadeiro guardião dos nossos eletrodomésticos. Apesar de pouco lembrado, controla e protege o dia a dia em casa, trazendo conforto, economia e segurança. Investir em manutenção de sensores térmicos e buscar auxílio técnico especializado é garantir vida longa, funcionamento confiável e menos surpresas desagradáveis com seus aparelhos.
Confie nos cuidados certos para ter tranquilidade em sua rotina.
Se você percebeu algum dos sintomas descritos ou quer garantir o funcionamento correto de seus equipamentos, entre em contato com a Eluxfrio Assistência Técnica. Estamos prontos para ajudar e tornar sua experiência com eletrodomésticos mais segura e eficiente, sempre com transparência, suporte técnico qualificado e garantia.
Perguntas frequentes sobre sensor de temperatura
O que é um sensor de temperatura?
Sensor de temperatura é um componente eletrônico capaz de detectar variações de calor ou frio e transformar essas informações em sinais elétricos que controlam o funcionamento de aparelhos, como geladeiras, máquinas de lavar e aquecedores. Ele atua informando o sistema quando iniciar, pausar ou ajustar processos internos, garantindo eficiência e segurança nos equipamentos.
Quais os tipos de sensores de temperatura?
Os principais modelos usados em eletrodomésticos são termistores (NTC e PTC), termopares, RTDs (detectores de temperatura por resistência), sensores infravermelho e interruptores bimetálicos. Cada um possui características únicas quanto à precisão, resposta, faixa de temperatura e aplicação recomendada.
Para que serve um sensor de temperatura?
O sensor de temperatura serve para monitorar e manter controlada a temperatura nos eletrodomésticos, permitindo que funcionem automaticamente e com segurança. Ele previne superaquecimentos, congelamentos indesejáveis e desgaste de peças, agindo como um dos principais elementos de automação nos aparelhos modernos.
Como escolher o sensor de temperatura ideal?
A escolha do sensor adequado depende do tipo de aparelho, do local de instalação, da faixa de temperatura desejada e das especificações do fabricante. Sempre recomendo optar por modelos originais e, em caso de dúvida, buscar orientação técnica qualificada para evitar problemas futuros.
Onde comprar sensor de temperatura confiável?
Recomendo adquirir sensores em lojas especializadas ou diretamente com serviços técnicos reconhecidos, como a Eluxfrio Assistência Técnica. Assim, você garante peças compatíveis, procedência segura, nota fiscal e suporte em caso de dúvidas ou necessidade de substituição.
